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17 de Dezembro de 2017

São Paulo: Fábio D’Urso garante batalhar para levar serviços sociais ao Bom Retiro

Candidato a uma das 531 vagas no Conselho Participativo Municipal da capital paulista, o jornalista Fábio D’Urso garante correr atrás de obras e serviços públicos capazes de suprir as carências da comunidade do Distrito Bom Retiro, e região, prioritariamente na área social

Edna Santos, Jornalista
Publicado por Edna Santos
há 16 dias

Fábio D'Urso: "Farei valer o poder do povo, como manda a Carta Magna"

Investido de caráter firme, ousado e destemido; e com livre trânsito nos órgãos públicos, o jornalista Fábio Luiz D’Urso detém os requisitos necessários para fortalecer a participação popular junto ao Governo da cidade de São Paulo. Por essas peculiaridades, ele disputa uma vaga no Conselho Participativo Municipal da Prefeitura Regional Sé, Distrito de Bom Retiro, na região central, nas eleições do próximo dia três de dezembro.

Antenado com os problemas que afligem a população da capital paulista, em especial a mais carente, Fábio D’Urso tem disposição e argumentos para reivindicar, fiscalizar e cobrar políticas públicas junto aos órgãos governamentais. Ele afirma que no Conselho dará atenção redobrada às questões sociais, área cada vez mais abandonada no Bom Retiro.

Integra a pauta de trabalho de Fábio D’Urso a promoção de debates com a comunidade de Bom Retiro no sentido de viabilizar a recuperação e a preservação do setor de infraestrutura da região, a exemplo da limpeza de bueiros e de galerias pluviais, e o desassoreamento dos piscinões a fim de combater as enchentes e os alagamentos.

O Candidato Fábio D’Urso quer brigar pela criação de vagas em creches para atender as mães trabalhadoras e cobrar da gestão municipal ações efetivas para resgatar a cidadania dos moradores de rua e dos usuários de drogas. Ele afirma, a sua meta é trabalhar em parceria com a população tendo como propósito reoxigenar todas as áreas de Bom Retiro que estejam carentes de obras e serviços públicos.

Por ser defensor-mor de uma administração amplamente participativa, Fábio D’urso é capaz de mudar o perfil centralizador do prefeito João Dória Júnior (PSDB), obrigando-o a descer do palanque, ouvir os anseios da população e começar a mostrar serviço. O reconhecido comprometimento de D’Urso com a participação popular deverá ser a sua principal característica enquanto conselheiro na prefeitura Regional Sé.

Para o próximo biênio cada distrito vai contar com, no mínimo, cinco conselheiros, e cada um deles deverá representar os interesses de 30 mil habitantes. Serão eleitos 531 conselheiros, com mandato de dois anos a partir de janeiro de 2018. Regulamentado em 2013, o conselho participativo é um organismo autônomo da sociedade civil, cuja missão é acompanhar a execução do plano de metas apresentado pelo prefeito regional no início do mandato.

Tido como centralizador João Dória tenta enfraquecer a participação do povo nas suas decisões. Prova disso é que o tucano alterou as regras em seu favor e a partir das eleições de três de dezembro a capital paulista vai ter um conselheiro participativo para cada 30 mil habitantes quando antes de Dória, era um para cada 10 mil habitantes. Também pela nova cartilha de Dória, cada morador pode escolher apenas um conselheiro, quando antes dele podia ser escolhidos cinco.

Prefeito João Dória sofre críticas por fazer marketing pessoal

Conheça um pouco mais sobre as idéias e propostas do jornalista Fábio D’Urso, que se compromete em não esmorecer na hora de exercer o controle social e assegurar a participação da sociedade no planejamento e fiscalização das ações e gastos públicos no Distrito Bom Retiro.

Sem Censura – Por que você resolveu sair candidato a conselheiro?

Fábio D’Urso – Tive o apelo de lançar-me candidato quando ficou demonstrada a baixa participação popular e diante da necessidade de se mostrar ao poder públicos os grandes desafios que a cidade de São Paulo apresenta e que seus cidadãos se encontram bem acordados e cientes dos seus direitos e das suas necessidades. Para que qualquer mudança aconteça, tem que haver participação.

Sem Censura – Como é desenvolvida a sua campanha?

Fábio D’urso – Nossa campanha vai ser desenvolvida dentro do Distrito do Bom Retiro sem o uso de recursos financeiros, com a visita aos eleitores porta a porta, demonstrando para cada um que tenho propostas e que estou atendo às necessidades não somente do Bom Retiro, mas de toda a região.

Sem Censura – Quais os principais problemas da população que você quer representar e quais as suas propostas para solucioná-los, ou pelo menos minimizá-los?

Fábio D’Urso – São Paulo é uma cidade com diferentes problemas e demandas em cada uma das suas regiões. É papel do Conselho Participativo ficar atento a essas necessidades e demonstrar efetivamente onde o poder público deve aplicar os recursos em casa região.

No caso do Distrito do Bom Retiro, nosso maior problema e desafio que se apresenta é a assistência social, devido ao grande número de moradores de rua e usuários de drogas presentes na jurisdição. Devemos também fiscalizar a distribuição e criação de vagas em creche para atender as necessidades das mães trabalhadoras do Bom Retiro.

Sem Censura – O que você pretende fazer em prol da estruturação de Bom Retiro como membro do Conselho Participativo Municipal da Prefeitura Regional Sé?

Fábio D’Urso – Iremos acompanhar e discutir a zeladoria urbana, limpeza de ruas, coleta de lixo e o descarte irregular de entulho. Também o combate às enchentes e alagamentos com a limpeza de bueiros, galerias pluviais e desassoreamento dos piscinões. Temos ainda que estar atentos aos recursos da saúde urbana, isso, principalmente com a proximidade do verão e a incidência de dengue, e mais recentemente, o possível retorno da febre amarela urbana.

Sem Censura – Você acha que o prefeito João Dória está disposto a fazer uma gestão descentralizada, ouvindo e atendendo as reivindicações dos conselhos participativos?

Fábio D’Urso – Ouvir não é uma característica do Prefeito Dória, até por isso ele erra tanto. Não espero que Dória venha a ouvir um organismo consultivo. Muito embora o Conselho Participativo seja uma política de governo e não de Estado, o Conselho cumpre a sua finalidade da soberania popular. Assim sendo, o Conselho Participativo está ai, existe e tem que ter respeitado o peso da sua representatividade.

Sem Censura – Qual seria a saída se João Dória fizer ouvidos de mercador às atribuições do Conselho Participativo Municipal?

Fábio D’Urso – Não havendo a devida atenção às suas atribuições de ser um mecanismo de controle social no qual os conselheiros acompanham e fiscalizam a atuação da Administração Pública Municipal, em última instância ainda está nas suas atribuições que acione o Ministério Público e aponte a irregularidades pedindo investigações e providências.

Sem Censura – Como você avalia a administração de Dória?

Fábio D’Urso – Já estamos perto dos primeiros 12 meses de governo, tempo suficiente para ações efetivas estarem aparecendo. E nada. Porém o prefeito continua com o discurso do início de governo de que está ainda levantando os problemas da cidade. Esse discurso é tolerável até os primeiros três meses de governo, depois disso não mais. Agora além desse discurso, também se justifica transferindo a responsabilidade do seu desgoverno à gestão anterior. Aos 12 meses de governo a população espera é por soluções.

Sem Censura – A gestão do tucano João Dória tem alguma característica positiva?

Fábio D’Urso – A única característica marcante que verifico no prefeito Dória é o de ser o marketing dele mesmo. E nem nisso ele é bom. Recentemente, ao ser demitido, um ex Sub Prefeito disparou que Dória trabalha somando milhas voando pelo mundo. Parece que já se esqueceu da cidade que o elegeu e é certo também que está sentindo o peso dessa irresponsabilidade.

Dória pôde verificar que sua popularidade caiu efetivamente e já recebe cobranças do Ministério Público, justamente a respeito dessas viagens. Também o Tribunal de Contas o interpelou acerca das baixas efetivações das doações que alardeia estar recebendo. Menos de 9% das doações anunciadas foram de fato efetivadas.

Sem Censura – É sobremaneira desanimadora para a população da cidade de São Paulo essa sua avaliação sobre a atuação do prefeito João Dória...

Fábio D’Urso – O prefeito solta muita fumaça e mostra pouca transparência, sendo de bom tom lembrar ainda a recente demissão do assessor de comunicação dele alegou segurar seletivamente as informações que repassava à imprensa; essa alegação é a que melhor transparece a cara do Dória. Em suma, eu avalio que em São Paulo inexiste uma administração Dória. Existe um projeto Dória de Poder, e que está naufragando junto com a cidade abandonada.

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